Blog de AE
               "Jesus é a Ponte entre Aquele que tudo pode e as criaturas que de tudo precisam. Seja você também uma ponte que liga os que tem de sobra, com aqueles que sentem falta de tanta coisa".
Santa Clara de Assis

Neste dia 11 de agosto, a Família Franciscana celebra Santa Clara de Assis, uma das Santas mais amadas, que viveu no século XIII, contemporânea de São Francisco. “O seu testemunho mostra-nos o quanto toda a Igreja é devedora a mulheres corajosas e cheias de fé como ela, capazes de dar um decisivo impulso para a renovação da Igreja”, dizia o Papa Bento XVI em 2010.
A história nos diz que o Papa Gregório IX escreveu as primeiras orientações para as mulheres da comunidade de Santa Clara. Mas depois Clara tomou as coisas em suas próprias mãos.
Na verdade, os historiadores católicos consideram Santa Clara a primeira mulher a escrever uma regra, ou um conjunto de diretrizes, para a sua comunidade religiosa. Numa época em que a maioria das comunidades religiosas viviam de acordo com regras escritas por homens, a decisão de Clara de compor uma regra para sua própria comunidade foi um gesto ousado.
São João Paulo II, falando às Clarissas do Protomonastério de Santa Clara, falou da importância da vida contemplativa das Clarissas. “Não sabeis vós, escondidas, desconhecidas, quanto sois importantes para a vida da Igreja: quantos problemas, quantas coisas dependem de vós. É necessário a redescoberta daquele carisma, daquela vocação. Faz-se mister a redescoberta da legenda divina de Francisco e Clara”.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br/?p=92047 acesso em 11/08/16 as 15:51 (modificado) 

O Papa Francisco divulgou suas intenções de oração para o mês de maio. Em sua mensagem Francisco ressalta e reafirma a “inegável contribuição da mulher em todas as áreas do agir humano”. O Papa também faz um apelo a todos que busquem algo além do reconhecimento das mulheres e que exista de fato uma participação feminina na política, na economia e na sociedade, vencendo assim as mazelas opressoras que atingem muitas delas.


Somos convidados a apoiar esta causa para que todas as mulheres sejam honradas, respeitadas e valorizadas pela contribuição que dão à sociedade.

Confira o vídeo e a oração.
ORAÇÃO
Pai de misericórdia,
na tua imensa bondade,
queres que cada um dos teus filhos seja reconhecido na sua dignidade.
Em tantos lugares, os mais frágeis, sobretudo as mulheres
são vítimas de exploração e não são reconhecidos os seus direitos.
Rezo para que cada mulher seja vista como membro essencial
da construção da sociedade,
uma riqueza a cuidar e promover.
Peço-Te também que as famílias encontrem no Rosário
um modo especial de oração
e de conhecimento dos mistérios da vida do teu Filho Jesus.

Pai-Nosso; Ave-Maria; Glória…
“Madrugada ê, ê, ê. Galo cantou. A paz se faz. A morte jaz. Jesus Ressuscitou”

A páscoa de Jesus é a maior das festas cristãs. Ela dá novo sentido à Páscoa do Antigo testamento, que celebrava a passagem da escravidão do Egito à liberdade da Terra prometida. A Páscoa Cristã é a realidade nova da ressurreição do Filho, que doa a vida e vence a morte, abrindo-nos a possibilidade de fazer a mesma passagem em direção à vida eterna.

Não foi fácil para os primeiros discípulos compreenderem esta nova realidade da ressurreição, a presença de Jesus ressuscitado no meio da comunidade. As narrativas da ressurreição são como que etapas de um difícil processo. De fato, quando Maria Madalena vai ao túmulo ainda está escuro, amanhecendo. A escuridão representa a dificuldade de compreender a vitória de Jesus sobre a morte. Ao ver o túmulo vazio, Maria supõe que haviam roubado o corpo de Jesus.

O discípulo amado, João, é aquele que ganha a corrida, chegando primeiro ao túmulo para constatar que o Senhor já não estava lá. Quem ama consegue ver além e acredita que Deus e a vida têm a última palavra.

Jesus, vencedor da morte, não deve ser buscado na sepultura. Ele está vivo e continua caminhando com seus seguidores, guiando-nos na missão de superar o sofrimento e a morte. Compreender e assumir hoje a ressurreição, portanto, exige que também nós façamos uma “passagem”: do comodismo ao compromisso, do conformismo que aceita a injustiça à coragem de lutar pelo reino de Deus.

A celebração da Páscoa renove em nós um amor como o de Jesus, capaz de se doar, sofrer, perdoar, vencer a morte e ressurgir para a vida definitiva. Na corrida da nossa fé, encontraremos sofrimentos, injustiças e mortes prematuras, e haverá sempre um sepulcro vazio a ser compreendido. O Ressuscitado continuará nos deixando sempre os sinais de sua vitória, para seguirmos além, anunciando ao mundo que seu amor é maior que tudo e supera tudo.

Joice Oliveira - SE I
Gilvaneide Rosa - NE A2
Antonio Gean - NE A2

Referência:
Semanário Litúrgico-catequético.

Site: Franciscano.com.br



O papa Francisco presidiu neste domingo, 20 de março, missa precedida pela tradicional procissão com os ramos, na Praça São Pedro, no Vaticano.
Na homilia, Francisco lembrou a entrada de Jesus em Jerusalém e o entusiasmo com o qual foi acolhido. Porém, ressaltou o caminho da redenção de Jesus, destacando dois verbos: aniquilou-Se e humilhou-Se. “Esses dois verbos nos indicam até que extremo chegou o amor de Deus por nós. Jesus aniquilou-Se a Si mesmo: renunciou à glória de Filho de Deus e tornou-Se Filho do homem. E não só… Viveu entre nós numa condição de servo: não de rei nem de príncipe, mas de servo. Para isso, humilhou-Se e o abismo da sua humilhação, que a Semana Santa nos mostra, parece sem fundo”, disse. 
Recordou que o primeiro gesto deste “amor sem fim” é o lava-pés e que a humilhação extrema ocorre na Paixão. Conforme explica Francisco, Jesus é abandonado, renegado, sofre a infâmia e a iníqua condenação. 
O papa acrescenta, ainda, que o ponto culminante do despejamento de Jesus se dá na cruz, quando experimenta “o misterioso abandono do Pai” , revela o “verdadeiro rosto de Deus, que é a misericórdia”, perdoa seus algozes, abre as portas do paraíso ao ladrão arrependido e toca no coração do centurião.
Ao final da missa, Francisco lembrou a 31ª Jornada Mundial da Juventude, celebrada neste Domingo de Ramos, em âmbito diocesano e que culminará no final de julho no Encontro Mundial em Cracóvia. “Ao regressarem à Polônia, levarão aos responsáveis da nação os ramos de oliveira provenientes de Jerusalém, Assis e Monteccasino e abençoados nesta Praça, como convite a cultivar propósitos de paz, de reconciliação e de fraternidade. Prossigam com coragem!”, disse Francisco aos  inúmeros jovens de Cracóvia presentes na Praça São Pedro. 

Com informações e foto da Rádio Vaticano. 


A partir das experiências missionárias realizadas por três anos consecutivos, no mês de janeiro, e das avaliações realizadas pelas pessoas que participaram, a Ordem do Frades Menores - OFM, realizou entre os dias 04 e 28 de janeiro de 2016 a Experiência Missionária no Projeto Amazônia. Este ano a experiência aconteceu na Paróquia de Caballococha, Vicariato Apostólico de São José do Amazonas, Loreto, Peru.


Pela primeira vez a Jufra do Brasil enviou um missionário, a jovem Adriana Oliveira Xavier, de Vitória da Conquista na Bahia, Secretária Fraterna para o regional NEB4.

Confira abaixo o relato feito pela nossa irmã Adriana.


“Chamaste-me para caminhar, na vida contigo, decidi para sempre te segui e não voltar atrás, me puseste uma arca no peito e uma flecha na alma é difícil viver sem lembrar-me de ti”
Adriana Oliveira Xavier


RELATO DE MISSÃO
Projeto Amazônia - OFM - Experiência Missionária
          Começo agradecendo a Deus e depois a jufra por essa oportunidade única. Eu referencio esse momento como único porquê de fato, todos os momentos que vivemos são, pode ser o mais rotineiro, mais ainda sim, nenhum é igual ao outro. A missão na cidade de Caballococha Peru levou-me a um momento de plenitude em relação ao ideal de vida que escolhi e que tenho trançado.
          Foram 24 dias de missão no Peru, começou nossa missão na Amazônia Peruana no dia 5 de janeiro, mas para mim começou desde antes, a partir do momento em que Washington me ligou, e do dia primeiro de janeiro. Neste dia, eu sair da minha cidade rumo aos lugares que iriam ficar antes da missão em si. A priori, fiquei na casa da irmã Sabrina que é da OFS. Que experiência, que pessoa maravilhosa, me fez senti em casa, toda acolhida dela e de seu esposo, todo seu cuidado em saber se eu estava bem, como ela mesma falou, onde tem um franciscano, nós não passamos aperto nenhum. E com essa certeza passei um dia em sua casa e em seguida meu rumo para Manaus para a casa dos irmãos jufristas que iriam me acolher.
             Passei um dia e meio em Manaus na casa das Irmãs Graciele e Ingrid, senti-me em casa, toda sua família estava a minha espera e com muita alegria para me receber. Fizeram um almoço no dia seguinte convidado a jufra e ofs para partilhar comigo deste momento tão maravilhoso. Para essa família maravilhosa, deixei os meus agradecimentos e minha emoção e a certeza que em todo lugar que passei deixei a semente do ideal franciscano e recebi em troca também.
          Já emocionada e vivenciando tudo aquilo que Deus tinha preparado para mim, não sabia mais o que esperar, a missão estava perto de começar de fato e esses dias já haviam me levando para essa reflexão. Os dias na cidade Caballococho foram muito intensos e de muita reflexão, eu tive a prova de cada vez estou no caminho certo, sair da nossa rotina e vivenciar uma experiência distinta da qual estamos acostumados, olhar naqueles rostos a certeza de uma fé e uma certeza que Jesus está no rosto de cada missionário de cada pessoa que recebia a gente em suas casas. Olhar para os irmãos frades, enxergar os irmãos jufristas e toda aquela família franciscana presente na missão, disposta com o coração aberto para vivenciar e estar aberto para tentar incidir de alguma forma naquela realidade. Deus é bom e nos permite abrir o nosso coração para ver as maravilhas que ele tem para cada um de nós, tudo é graça de Deus, nada é para nossa Glória.

          Uma semana antes de terminar a missão, formos divididos em fraternidades, eu fiquei com o Frei Rolando, um Argentino, e Gustavo um jovem do Peru, nos fomos para três comunidades mais adentro do mato, distantes da cidade. Esse momento da missão foi o que mais me marcou, a calmaria do mato, a calmaria das pessoas que vivem todos os dias com uma esperança e fé que o amanhã será diferente, perceber a imensidão do rio e como ele age na vida de cada comunidade que nós passamos por vezes alguma das comunidades não tinham luz, não tinham água encanada, mas nós conseguíamos tirar o todo dia algo de novo, algo que Deus estava falando conosco.
          Por fim, deixo a mensagem que todos e todas devem vivenciar essa experiência, tentando deixar nossa bagagem um pouco de lado e tentar ficar o mais aberto (a) possível para poder experimentar novos conhecimentos, tirar tudo que for diferente na missão. A Juventude Franciscana teve como objetivo enviar-me para essa missão no intuito de instigar a todos que é possível sim vivenciar uma partilha e uma fraternidade para além de nossos muros, que é possível sim, tocar e ser tocando mesmo que não se use palavras, encerro incentivando a toda família franciscana a quem sabe na próxima missão querer fazer parte desse momento tão rico e único que encontramos durante a caminhada.
Adriana Xavier
Secretária Fraterna Regional do NEB4.
Paz e Bem!